terça-feira, 12 de abril de 2011

Jantar-Jambalaya

Jamabalaya é a principal receita da culinária Cajun, originária no sul dos EUA, mais propriamente localizada em New Orleans. Criada por imigrantes franceses oriundos do Canadá, que migraram para o sul dos EUA em busca de temperaturas mais amenas, com escravos africanos ali localizados, os quais possuiam vasto conhecimento de ervas e especiarias trazidas de seus locais de origem.
Jambalaya
Jambalaya
- 500g de arroz pré cozido
- 80g de rodelas finas de lingüiça calabresa
- 60g de bacon bem picadinho
- 50 ml de azeite
- 50g de manteiga
- 60g de cebola picada
- 40g de alho picado
- 90g de pimentões coloridos (verdes, vermelhos e amarelos), picados
- 50g de talos de salsão picados
- 50g de abobrinha picada
- 50g de berinjelas picadas
- 100g de peito de frango desfiado
- 200g de camarões médios, limpos, cortados em cubos
- 200ml de caldo de camarões
- 200ml de caldo de frango
- 200ml de molho de tomates
- 5g de estragão, 5g de orégano, 5g de segurelha, 5g de tomilho, 5g de pimenta calabresa, 5g de pimenta da jamaica moída, 5g de cominho, 5g de curcumã
- 10g de folhas de manjericão
- 20g de salsinha picada
- sal a gosto


E foi isso que jantei no sábado a noite... essa mistura de ingredientes até espelhou a mistura de pessoas e gerações ali presentes...
Alguns casais, poucos solteiros, e todos bem-humorados. Claro, era sábado a noite e a bancada da cozinha estava forrada de drinks e alegria: caipirinha de caju, vinho, cerveja, cointreau, vodka de pimenta... mas nada de se embebedar.. tudo só para degustação, e pra quebrar o gelo e alargar o riso.
Ao redor fogão aquele montinho de homens, chefs-de-fins-de-semana (super competentes por sinal) sujavam seus aventais e contavam histórias. Eram uma familia de amigos, assim posso dizer. Cada um na sua singularidade, compartilhavam os copos de cerveja e faziam graça um do outro. Pessoas cheias de idéias e ideais. Todas vividas, todas apaixonantes. Um por ser um paizão querido, outra por sonhar em libertar as mulheres dos tabus sexuais e abrir uma sexshop revolucionária, outro doutor em psicologia e simpatia, outra amante do bom-gosto e das boas coisas e, enfim, todos empolgados com o cheiro do panelão de jambalaya.
Nunca havia visto essas pessoas antes. Mas quero voltar a vê-las. Gente que se ama, se ajuda, se escuta, se respeita, e se curte... Ah e como curtem a companhia um do outro. E eu curti a cia de todos eles. Boa bebida e boa musica ajudam no clima , mas o olhar sincero e um abraço verdadeiro confirmavam que ali era um recinto e um refugio, onde o julgamento e as armas são abandonadas ao se entrar pela porta. 


Parabéns aos que alimentam a alegria de viver, aprendem com os obstáculos, juntam as pedras do caminho, constroem um castelo e convidam seus amigos para jantar. A fortaleza da união e a leveza da sinceridade são realmente inspiradoras...


Com os pratos já na pia, copos vazios espalhados pelos cantos, a noite encerrou ao som de J.J. Cale, onde o sono e a embriaguez embalaram um baile improvisado na sala, em que todo mundo arriscou um passo de dança intercalado com abraços preguiçosos e dengosos. 


Viva a amizade. Viva o Jambalaya. Viva as noites de sábado!

5 comentários:

chiara disse...

"pra quebrar o gelo e alargar o riso"... adorei isso Mari.. bjoss parabéns! Chiara

Mariana Ostermann disse...

Obrigada Chi!!!!! E people essa receita é demais...

Ercy Soar disse...

Esta receita receita só fica tão gostosa quando leva uma boa porção de Mariana... Parabéns e obrigado pela saborosa sobremesa que é o seu texto.

Wilson R. Vieira disse...

Linda Mariana, através da sua lente as coisas ficam ainda melhores. Como é bom conhecer pessoas como você!!! Esteja sempre conosco.

Mariana Ostermann disse...

Obrigada gente!!! Espero escrever muitas vezes sobre nossos encontros!!