quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eu não perdoo!

Como se fala disso, quanta distorção no conceito e como precisamos aprender.

Perdoar é compreender tão profundamente o outro, por conhecer-se a si mesmo (uso o pleonasmo para enfatisar o que quero dizer) que não consigo julgá-lo.
Como eu sei como sou, mesmo que no momento não esteja exercendo um determinado atributo, vendo-o no outro, sei em mim como as coisas são e acontecem. Aí percebo o que houve com ele e limpo o MEU coração de qualquer mágoa, dor, ressentimento.

Somos todos muito semelhantes; não há mocinhos e bandidos. Como eu digo sempre, isso só acontece nas novelas. Na vida real cada um de nós tem de tudo. Somos de Madre Tereza a Fernandinho Beira Mar.

Como posso não compreender o que eu mesmo sinto? Só assim posso não perdoar. Não aceitando em mim
facetas desagradáveis, colocando para baixo do tapete o que me parece reprovável.
Na real, o que "o outro me fez" poderia ter sido feito por mim, bastava que eu estivesse na sua situação.

Complicado isso? Não! Mas o ego tem que permitir; é bom demais se sentir superior e poder classificar alguém como culpado quando eu passo por perfeito.

A vida ensina! E aprender é muito libertador!

Um comentário:

Alana de Abreu disse...

Eu concordo tanto com este e-mail que não te perdoo por tê-lo escrito... queria que tivesse sido eu!