sexta-feira, 25 de março de 2011

A diversidade.

É tão doido saber que, ao mesmo tempo, neste dia, neste ano, no mesmo planeta, pessoas aparentemente tão diversas habitam o mesmo espaço.
Maneiras de viver, de ver o mundo, de compreenderem a si mesmas, de amarem, hábitos, tudo completamente diferente e idênticos em sentimentos.

O mesmo amor pelos filhos, pelo companheiro ou o desejo de amarem e serem amados, o mesmo medo dos mistérios da vida, da incerteza de viver neste lugar tão inseguro, como se apresenta agora para todos. A mesma necessidade de significado, buscando alguns fora de si mesmos e outros dentro, mas iguais na busca.

Alguns, neste momento, cantando uma cantiga milenar, em pleno deserto do Saara, vendo as estrelas como luzes de carro, tão nítidas se apresentam. Outros numa balada, cantando uma gatinha, outros na UTI de um hospital, com sua família unida rezando pela vida. Alguns embalando cheios de amor um bebê que acabou de nascer enquanto muitos assistem televisão e nem lembram que estão vivos, existem. Outras pensam na roupa que usarão para o casamento da prima. Poucos refletem sobre a vida. Menos ainda meditam nesse momento.

Ler um livro? Luxo! Saber que são portas do infinito? Ahn...quem?... Sentir amor no coração por quem te magoou por estar ferido... isso nem pensar. Quem fez tem que pagar.

Falando em pagar. Milhões pensam em dinheiro, nesse momento. Possivelmente a grande maioria. Precisam pensar na comida do amanhã, na aplicação da bolsa, na comissão, na escola das crianças. Doido mundo!

Lindo mundo, cheio de nuances, diferentes, iguais, aqui e em Marrakesh. Em Jaipur, Londres, Omã. Gaspar,Sampa, Isla Margarita, Puebla, Nova York.
Nós, os humanos, vivendo como podemos, segundo nosso nível de consciência, a única que pode nos levar para além dos condicionamentos de raça, família, sexo.


















Amo a ti, meu irmão de Tókio, Ouarzazate, Rishikesh, Srinagar, Bangladesh e Canto Grande.

3 comentários:

Sara disse...

Somos variações sobre um mesmo tema...

Anônimo disse...

Here, there and everywhere...

Tania Abreu disse...

As vezes, quando eu vejo um formigueiro tenho a sensação que cada uma das formigas se acha única. E é! Esse é o paradoxo. Porque também não é nada, a não ser uma parte do todo ao qual pertence. Não pode haver uma formiga só, sem o seu grupo.

Assim nós...