quarta-feira, 10 de julho de 2013

Vento

Nunca gostei de vento. Já sou aérea o suficiente. Friorenta o suficiente.

Mas existe uma rara brisa marinha que me encanta, por ser quente.

É um vento perfumado de sal, que abraça o peito sem machucar. Causa arrepios nos meus arrepiados pelinhos e faz cafuné nos meus já bagunçados cabelos.

Esse ventinho quando chega, é recebido pelo meu corpo como um presente desavisado. Suspiro e sorrio, reflexos do prazer invisível.

Ah, vento quente, tão raro e passageiro és. Mas tua raridade garante minha surpresa. Tua fugacidade, minha inteireza. Porque, se não somes, me sopras como sopras os grãos de areia. E mesmo te adorando, prefiro estar inteira.

Brisa cálida, que já passou...eu não te espero voltar.
Mas se voltar, te recebo, pois gosto do teu sal no meu corpo, e do teu carinho nos meus cabelos.

3 comentários:

EDGAR DUVIVIER disse...

Muito bom Mariana. Impressioista e impressionante

Olivia Frazao disse...

LINDO!!!!!!!!!! voce eh uma poeta!!!!

Mariana Ostermann disse...

Obrigada meus queridos :)