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sábado, 3 de maio de 2014

VINDE A MIM OS LOUCOS, PORQUE É DELES O REINO DOS CÉUS (E DA TERRA!)



Ser normal é um saco e quase todo mundo concorda, mas tem gente que insiste (pelo menos em parecer). Outros descobrem a maravilha e o poder da autenticidade, de ser diferente, de não seguir a boiada.  E cada vez mais este é o valor que vem gerando resultados bem sucedidos e despontando no mundo dos negócios. Por quê? Por que a criatividade é altamente ligada a um certo nível de loucura, e quase tudo o que chamam de loucura deveria ser considerado medição de alta sanidade.
Meu papo aqui é com você que é frequentemente chamado de louco(a). Se identificou? Pois este é o meu brado retumbante, meu grito penetrante, um feixe de luz tipo o do Batman, só que vazada a palavra “crazy”: um sinalizador vermelho no breu do seu oceano. Eu quero ser sua amiga! De todos vocês que são considerados fora da curva, insanos, pirados, alienados, subversivos. Todos os que pulsam com a vida, que riem a toa, que têm sangue jorrando nas veias a milhão, que se mudam para a praia, que dançam como se ninguém estivesse vendo, que sentem um gêiser interior de energia borbulhante deixando muito claro que existe uma missão só sua nessa vida. É com esse tipo de gente que, cada vez mais, eu quero me relacionar.
Existe uma coisa chamada ENERGIA VITAL, que é a mesma coisa que move o universo: e você está cheio, impregnado dela. É o que lhe deixa “louco” porque no final você não sabe bem direito o que fazer com ela. Então você faz o que os “normais” chamam de MUITA CAGADA: se arrisca nos esportes radicais; toma porres homéricos e acorda em lugares estranhos, compra passagens só de ida para o raio que o parta, muda de profissão 5 vezes por ano, toma banho de cachoeira pelado, larga seu emprego estável para compor uma banda, manda o pentelho do seu chefe ver se você tá na esquina, gira sozinho na areia da praia, usa o dinheiro do carro para fazer uma viagem, deixa de comprar um gadget novo para fazer um curso, usa drogas, muitas drogas e todas as outras merdas que estão vindo na sua cabeça agora. Que você faz!
Minha novidade para você é que eu acho que você tem um poder incrível de mudar o mundo se der um rumo positivo para este fluxo. Só quem tem este nível de energia vital que você está desperdiçando como se não fosse o seu bem mais precioso tem realmente a capacidade de fazer algo inusitado que pode dar um novo curso a nossa história. Alguém preocupado com a sua imagem perante a sociedade tende a nunca fazer nada grandioso. É impossível ser altamente criativo e plenamente aceito em todos os estágios. É por isso que você é a minha esperança. Eu consigo ver um super santo por trás deste pecador que você finge ser. Você que tem todas as histórias mais cabeludas do mundo para contar, posso falar? Você não me choca nem um pouco. O que me choca é o fato de te ver aí parado sem produção, sem ação, vendo a vida passar. Posso te dizer uma coisa? Você não tem nada a perder! Seu filme já está tostado.
Eu sei o quanto dói estar aí, e também sei o quanto dar pequenos passos em direção ao nosso destino pode trazer de felicidade. Você precisa melhorar a sua capacidade de se conectar com a consciência divina (ou universal, se você não acredita em Deus!). Existe uma razão para você ser assim. Algo de muito incrível quer se revelar através de você. E ao invés de se sensibilizar e escutar essa voz aí dentro, você fica perdendo seu tempo se sentindo um rejeitado, um perdedor, um abnegado, um diferentão que não encontrou seu caminho. Mas, desculpa, eu não compro a sua bullshit. Eu sinto uma empatia enorme por você e te entendo plenamente. Mas tem certeza que você está fazendo todos os esforços rumo a isso que sente que deveria revelar? Está utilizando todas as ferramentas e buscando todo o alimento necessário para a sua empreitada? Se tivesse, eu já saberia seu nome. Porque o nosso potencial é ilimitado quando a gente descobre o que tem pra entregar. Seja através da arte (mostrar para o mundo o que você cria), do compartilhamento de ideias (escrever um livro, começar um blog), do empreendedorismo (fazer acontecer aquela ideia genial abrindo uma empresa com novos paradigmas e criando suas próprias regras), você precisa se colocar. Nós temos que nos afastar dos significados convencionais que os “normais” dão para as coisas e parar de lutar contra o sistema. Para mudar algo, é muito mais útil criar novos modelos que deixem os antigos obsoletos (Buckminster Fuller). E este job é seu e meu.  Você aí estagnado na sua zona de conforto é um grande desperdício. Vem ni mim. Bora criar um mundo novo?

Já dizia Kerouac...

“…eu me arrastava na mesma direção como tenho feito toda minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo em constelações…”

segunda-feira, 28 de abril de 2014

QUAL É O SEU PROPÓSITO DE VIDA???



            Já foi o tempo em que o que importava mesmo era o número de diplomas que você guardava no armário, os MBAs nas universidades carésimas e a quantidade de idiomas que você desenrolava. Não que tudo isso tenha deixado de ser importante, mas hoje em dia para ingressar em algumas universidades top, como a Singularity University no Vale do Silício (uma parceria do Google e da Nasa para criar e treinar os empreendedores do futuro) todos estes quesitos estão sendo pulados, partindo para uma única fodástica pergunta-chave: Qual é o seu propósito de vida? O que veio aqui pra fazer? Que inovação teria muita paixão em entregar para o mundo?

                E é aí que dá diarreia em muita gente e a vontade de dizer: espera um pouquinho que eu vou ali me matar a já volto. Porque quase ninguém tem a resposta. E você? Já pensou nisso?

            Eu venho pensando desde que me entendo por gente (isso foi mais ou menos aos 17 anos, antes disso eu era uma ameba no piloto-automático), o que me torna uma especialista no assunto (que na verdade é uma ex-perdida de carteirinha que demorou pra cacete para se encontrar!), o que me dá moral pra falar. Eu passei 13 anos viajando o mundo em busca desta resposta, e esta jornada me rendeu um livro.

            Para dissipar esta nuvem confusa e disforme, eu precisava primeiro entender direito essa parada, então criei minha própria definição de propósito: a realização plena sendo estendida aos outros, ou seja, ajudar e/ou inspirar outras pessoas através de uma coisa que nos realize plenamente.

Fodeu de vez?

            Pois bem. Parte do meu propósito é ajudar outras pessoas a encontrarem os seus, e é isso que estarei fazendo aqui como colaboradora do Nômades Digitais: tocando fogo no seu cerebelo!

E como a definição do nosso propósito está diretamente relacionada à utilização dos nossos dons e talentos, é através da escrita que me colocarei, já que é o que me motiva e o que retroalimenta minha criatividade, levando a pergunta número 1 do seu autoquestionário:

O que te daria um tesão enorme de fazer, mesmo se tivesse ganhado na mega sena?

            Essa é uma resposta legal de encontrar, porque cada vez mais o que fará diferença não será a capacidade de realizar uma tarefa e sim a sua paixão e exclusividade em realizá-la. Isso incluirá suas experiências de vida e toda a sua cultura. Cada pessoa tem uma combinação muito única de vivências e aprendizado. Portanto, cada um de nós tem algo único para trazer ao mundo. Se você não está trazendo, quem está perdendo com isso sou eu, é você, a humanidade como um todo.

Não precisa ser nada grandioso! Eu já vi uma pessoa inspirando os outros ao varrer o chão. Mas é muito importante que cada um de nós encontre o que é esta “faísca” e qual a forma mais inusitadamente criativa de trazê-la a vida. Por quê? 

                Porque a gente será bem mais feliz assim e o mundo será um lugar incrivelmente mais agradável, entusiasmado e subversivo.

                E aí? Tá a fim de viver neste mundo? Eu super estou. E é por isso que fico embaçando a vida dos outros com este tipo de questionamento. Tenho um pouco de medo que a gente perca muito tempo jogando videogame na vida, reagindo aos monstros, espadas e espinhos que aparecem na tela, sem muito controle sobre o que virá depois. Dormir e acordar todos os dias sem propósito, sem tesão, sem brilho no olhar, esperando que seja finalmente o dia do bônus-game, aquele que é só alegria.

Minha boa nova pra você é que já existe um monte de gente fazendo da sua realidade inteira um bônus-game, tipo candy crush onde só tem coisa colorida e doce. Estas encontraram o seu propósito, ou estão ao menos buscando e se divertindo na estrada. Qual é o caminho? Consciência, criatividade e a ação.

Precisamos realizar esforços em direção a tudo o que nos tire da ignorância e nos coloque mais próximos de nós mesmos. Para isso devemos nos cercar de pessoas, práticas, hábitos, conhecimentos, livros, terapias e pensamentos que nos alimentem positiva e criativamente. Os caminhos são inúmeros, começando pelo autoconhecimento. Mas podemos escolher o que nos faz sentido, e depois adotar uma postura proativa, de responsabilidade perante o todo.

Somos 100% responsáveis pela co-criação do mundo onde queremos viver, e é o engajamento nesta co-criação que gera ressonância positiva do universo. Tudo aquilo que conseguimos imaginar nos nossos sonhos mais loucos é uma possibilidade REAL, algo que pode vir a ser. O rumo que damos à vida é infinito em possibilidades. Quanto mais gente tiver visualizando coisas legais, maiores as chances de vivermos em um mundo legal e resolvermos criativamente os desafios que nos assolam. Em qual deles você pode contribuir, simplesmente sendo você mesmo? Esta é a resposta que irá revelar o que existe de mais genuíno em você. Este é o seu destino!

                Longe de mim botar pressão em responder isso (eu sei muito bem o que é estar perdido!), mas estou aqui para fazer da busca algo que te dê esperança em um mundo melhor e mais brilho no olhar! Eu também ainda estou no caminho. Vamos juntos?

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Ativismo quântico: o retorno à essência

Depoimento sobre o curso do Dr. Amit Goswami, P.h.D, cientista quântico, realizado em São Roque pelo Instituto Aleph, de 10 a 13 de abril



            Adorei o convite do Nowmastê para escrever essa matéria porque voltei deste curso altamente inspirada, sensibilizada e entusiasmada (do grego “em theos”, que quer dizer “com Deus dentro”). Muito além de conceitos de partículas, ondas e comportamento dos elétrons, o que eu aprendi foi a abrir meu coração para o mundo das infinitas possibilidades. Possibilidades estas que se encontram em um domínio fora de tempo e espaço, onde só o que existe é a Consciência Única, da qual somos todos faíscas, de onde viemos e para onde voltaremos (dois coelhos em uma só cajadada!)
            O workshop teve duas vertentes: uma bem cerebral, científica e pragmática, proferida pelo Amit. Só os muito fortes entenderam tudo, vou confessar que eu precisaria escutar cada frase umas cinco vezes para absorver. A outra vertente era total coração, passada por sua esposa Uma Krishnamurti, que nos emocionou com os olhares, danças, aulas de yoga e meditação que aconteceram ao longo do processo para amenizar o fluxo de conteúdo. Ela me levou às lágrimas diversas vezes por ser a personificação de todos os conceitos que estavam sendo passados, alertando a todos para a possibilidade de que SIM, é possível SER aquilo que pensamos.


            Todo mundo vira super fã da tal da física quântica porque filmes como “O Segredo” nos disseram que existe uma fórmulinha mágica para manifestar nossos desejos, mas esqueceram de um pequeno detalhe: para que desejos se manifestem, eles precisam estar alinhados com os objetivos desta Consciência Única, que sabe muito bem para onde está indo e o que precisa manifestar para chegar lá. Ou seja, se a sua Ferrari não fizer parte do plano você pode fazer seu joelho sangrar de tanto ajoelhar pedindo, mas ela não virá. Em palavras simples: existe um plano divino para a sua vida e parte deste é transcender o desejo pela Ferrari. Talvez aí ela até venha, mas não fará diferença nenhuma para você. Se for mais fácil para que você entenda isso através da abundância, ela virá antes. Esta opção também é sua. Mas em nenhuma das opções a Ferrari é o objetivo final.
            O conceito de que nós criamos aquilo que experienciamos já é sabido por muitos e continua sendo verdadeiro de acordo com os princípios da física quântica, o olhar do observador influi sobre o objeto observado. Só que nós fazemos parte de um circuito interligado e grande parte das emoções negativas que sentimos nem são nossas, mas as manifestamos por fazer parte deste circuito. É por isso que o nosso DEVER é minimizar e eliminar os vírus e interferências que foram baixados na nossa CPU, porque quando estas interferências forem eliminadas, nossos “desejos” passam a ser também o desejo da Consciência Única (chame de Deus, se quiser!). E aí é poder real, sem limites!


            Qual é o caminho? A consciência. Precisamos realizar esforços em direção a tudo o que nos tire da ignorância. Para isso devemos nos cercar de pessoas, mestres, práticas, hábitos, conhecimentos, livros, terapias e pensamentos que nos alimentem positivamente. Os caminhos são inúmeros. O importante é só que cheguem ao mesmo lugar, a essência de todas as religiões e caminhos espirituais: a Verdade. Também precisamos colocar nossos conhecimentos em prática de forma pragmática, adotando uma postura DOBEDOBEDO (FAZER, SER, FAZER, SER), como o próprio Amit coloca. Isso inclui realizar o propósito maior da nossa existência, nossa missão neste planeta.
            Somos responsáveis pela co-criação do mundo onde queremos viver. Tudo aquilo que conseguimos imaginar nos nossos sonhos mais loucos é uma possibilidade REAL, algo que pode vir a ser. É por isso que é muito mais útil nos concentrarmos em pensamentos positivos e nos proteger contra os negativos, de qualquer fonte que provenham. Acreditar na negatividade é uma opção nossa, feita a cada momento. A negatividade é simplesmente uma falha na conexão com o que é real: Deus está em tudo. Se o seu roteador está meio tombado, coloque atenção sobre ele, porque o sinal no planeta Terra está excelente e o wi-fi do universo está pulsando por você, desejoso de que sua vida venha a ser exatamente como a sua imaginação mais ousada.


            Claro que esta é uma interpretação minha, de tudo o que ouvi e vivi. Que o Amit me perdoe se eu estiver dando bola fora. Não sou mestre, nem iluminada, portanto só pegue o que alimentar seu coração. Eu sou só mais uma pessoa fazendo esforços para realizar minha missão no universo, escrever é uma das minhas ferramentas. Quero convidar você a trazer ao mundo aquilo que tem de mais genuíno e ser o mais essencialmente você possível. Assim, nos encontraremos em breve, porque a sua essência é também a minha, e neste plano não existe espaço. SOMOS UM. Namastê!

Alana Trauczynski é autora do livro “Recalculando a rota: uma louca jornada em busca de propósito”. Para conhecê-la melhor, curta sua fanpage no facebook:

Para saber mais sobre os cursos de Amit Goswami e saber as datas que ele vem para o Brasil, curta a fanpage do Instituto Aleph:

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O mundo acaba em pizza. Ou em desespero.

(Acabei de encontrar este texto em uma das minhas pastas perdidas. Lembro te ter escrito para uma coletânea sobre o fim do mundo, em 2012.)

   


 “(...) para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações (...)” – Jack Kerouac 


A frase do Kerouac é só pra dizer que, para Paula, a intensidade do fim do mundo seria inversamente proporcional à da vida de cada um. Aqueles que queimaram feito a tocha olímpica terminarão seus dias molhando o jardim, lendo um bom livro ou cozinhando pacificamente a última refeição de seus entes queridos, calmamente. Já os que passaram a vida na janela, empurrando com a barriga, comentando a vida dos outros e postergando sua própria entrarão em completo desespero. Para estes, o fim do mundo será um caos lamacento de urros, uma borrifada de ácido em carne viva. Estes sairão correndo sôfregos, intensificando a balbúrdia, procurando sentir naquele último vil minuto, tudo: sangue correndo nas veias, olhos brilhantes, entusiasmo contagiante, garra, vontade de viver. Vontade de viver? Agora?

O mundo vai acabar, só não se sabe quando. Para Paula era mais uma questão de despertar da consciência do que o fim propriamente dito. Transformações acontecem o tempo todo e quiçá nós, seres humanos, não sobrevivamos, mas o planeta certamente sim, como foi o caso nos últimos bilhões de anos. De qualquer forma, Paula resolveu viver como se fosse realmente acontecer. Não porque ela acreditava nesta profecia nonsense, mas porque queria parar de procrastinar os seus sonhos. Ficou extremamente surpresa com os resultados: é incrível o quanto torna-se possível quando nossa mente está pré-programada para o sucesso; não de maneira ambiciosa, mas de forma de manifestar a grandeza do que já está dentro de nós. Isso se dá através da auto-observação sincera e da perseverança. Se você quer as coisas, torne-as possíveis e insista. Em algumas ocasiões não está sob nosso controle? É verdade, mas você deve fazer sua parte. Pode ser que tenhamos apenas este momento. Tudo o que precisamos é coragem e determinação. Se o seu mundo estivesse chegando ao fim, como viveria o momento presente?

Bem, Paula fez jus ao termo “carpe diem”. Conversou com princesas e mendigos, socialites e artistas, limpou chão de restaurantes e sentou-se ao lado de celebridades. Foi louca. Foi santa. Viveu intensamente a solidão e a glória, andou de ônibus entre assassinos e de limusine entre milionários babacas. Viveu a dor, a saudade, a perda, a confusão. Mentiu, roubou, errou, acertou. Passou a respeitar o medo, mas só após ignorá-lo por muito tempo. Meditou em cavernas milenares na Índia, teve mestres, leu, abandonou muitos empregos e mandou os horários à merda. Fez tudo ao mesmo tempo. Tudo porque o mundo ia acabar. Só ainda não sabia quando. Ficou claro o quanto o medo era o maior destruidor de sonhos. Foi só arrumar um medo maior, um fim, que os outros viraram pó.

Paula teve seus méritos, mas queria mesmo era abrir os olhos para algo maior do que ela: o fato de que cada um de nós é um ser único, com uma combinação muito peculiar de experiências que só pode produzir um resultado inusitado. Se o mundo não tem este resultado melhor de si, então você não está fazendo seu trabalho... E todos nós estamos perdendo com isso. Paula queria dar o seu melhor. E queria obter o SEU melhor: sim, o seu, leitor! Queria que lhe desse algo que só você poderia trazer para este mundo, faceta única, de preferência antes do fim. 

Voltando à frase de “Na estrada”, de Kerouac, Paula chocou-se ao perceber o quanto nossa sociedade careteou ao longo dos anos. O fim do mundo é dos caretões, que deprimente. Pensou nos ETs falando “Vamos chacoalhar esse povo daqui, que eles não têm mais jeito. Viraram certinhos demais, uma sociedade chata, INSUPORTÁVEL em sua linha reta e em seu gosto pecaminoso em comentar as “escapadelas” dos outros, a “loucura” dos artistas, a felicidade dos que fazem aquilo que ninguém tem coragem. O politicamente correto tolheu esmagadoramente a liberdade de expressão, a liberdade de SER. É o fim de mundo em si mesmo, com ou sem catástrofes. Deixá-los viver seria deixá-los padecer no sofrimento”.

Também pensou que podíamos buscar formas mais atuais para mostrar ao mundo que a liberdade é a chave para a felicidade. Essa liberdade de anos atrás, que estava basicamente associada ao sexo livre e às drogas, está completamente ultrapassada. De que adianta uma liberdade que transforma o cara num fodido, ferrado no meio da crakolândia, um mendigo que “queimou, queimou, queimou como um fabuloso fogo de artifício”? E agora? Este cara queimou tanto para quê? O que ele tem para oferecer? Para contribuir? Para acrescentar? O cara vai morrer sozinho no meio fio de uma estrada. A vida dele foi linda. E em vão. A liberdade consciente era o que Paula queria, é o que precisamos buscar. A liberdade com propósito. Fresca, pura, aerada, moderna, sem preconceitos, falsos pudores, padrões estabelecidos e de livre expressão. A que respeita a liberdade do próximo, promove o bem estar, tanto o nosso como o do mundo a nossa volta. Esta liberdade não produz mendigos que viveram a vida intensamente... e sim os transforma em LÍDERES que não tem nada a perder. O pior já passou. Se conquistada, foda-se o fim do mundo. Nem importa!

Este tipo de liberdade também é a que me dá o direito de dizer que Paula é apenas uma personagem inventada para que eu não precisasse usar meu nome verdadeiro e dar um testemunho que criasse provas contra mim, nesta realidade careta. Mas isso não será mais preciso, é o fim do mundo. Eu vou comer a minha pizza e você, se estava aí para me julgar, vai arder no fogo do não-ser.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

O tombo do castelinho de cartas


A vida é uma desilusão. DESilusão. Por um lado, não é bom que seja assim, se tudo o que é ilusão é irreal? Por outro, pelamordedeus o que é real então? (risos!) As pessoas são decepcionantes, os acontecimentos são muitas vezes frustrantes, a gente constrói um castelinho lindo de crenças e já logo nosso tapete é puxado, um após o outro, a cada castelinho construído. E a vida vai ficando menos romântica, menos excitante, menos ilusória. Mas a ilusão é tão gostosinha, então ficamos bem tristes a cada vez que nosso castelinho cai. Frustrados, desanimados, sem vontade de viver. É preciso achar forças sabe lá de onde para levantar novamente. Quer dizer, eu sei de onde.
É preciso estar conectado com algo maior do que nós mesmos. É preciso abrir espaço para o inusitado. Quando a gente não consegue visualizar a saída ou a solução para o nosso problema, é muito mais produtivo simplesmente conectar-se a uma inteligência maior (pra não chamar de Deus), que tenha uma visão mais ampla do que a nossa. A gente vai virando meio burro de carga, com aqueles dois protetores nos olhos, que não permitem ampliar a vista. E a gente vicia em só olhar aqueles velhos conhecidos caminhos, a trilhar aqueles velhos padrões de comportamento, a repetir velhas fórmulas. Então isso é o que eu digo a cada vez que algum amigo me vem com um problema bem cabuloso, aparentemente insolucionável: saia do mental. Não é pela mente que se encontra a saída. Não é pensando, pensando, pensando no seu problema, e sim abrindo espaço para o impensável: aquela solução que você não conseguiu pensar, por limitação própria. Tenho uma amiga que mora em uma praia linda, um dos lugares mais maravilhosos do sul. Mas ela me disse que não se permite ir para a praia quando não está trabalhando, porque se sente culpada em estar "aproveitando a vida" enquanto deveria estar focada em encontrar um trabalho. Mas ela já fez tudo o que tinha pra fazer em relação ao trabalho... ou seja... não vai a praia e fica em casa pirando. Isso é produtivo, gente? De certa forma, todos nós fazemos isso. Nos punimos quando a melhor coisa a fazer seria desencanar, ir à praia, relaxar a mente. Entramos em um redemoinho... e a tendência é ir cada vez mais pra baixo. Acontece comigo também, não estou julgando, estou observando. A cada vez que me pego dando esse passinho, procuro prestar atenção e, ao invés de me fechar, me ABRIR. Abrir, abrir, abrir... abrir espaço para o inusitado. Deixar que a melhor solução se apresente. Para isso, me conecto com energias mais limpas, mais elevadas, medito, entro em contato com a natureza, faço exercícios físicos. Saio desse mundo cão e entro em um mundo que existe um degrau acima, onde os meus problemas são ridículos e a solução para eles vem como um passe de mágica. Veja bem, desencanar não é tocar o foda-se e ir pro bar beber. Pelo contrário, é entrar em contato com o que existe de melhor em você. "Contra o mal, vou ser ainda melhor": não sei de quem é a frase, mas sei que o mundo realmente poderia ser mais massa se todos agíssemos assim.

Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo.
(Quero aquela respirada profunda agora!)

Tamo junto.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O que me ofende, eu carrego


Sou obrigada a compartilhar este texto de um dramaturgo de São Paulo, o Léo Lama, porque ele exprimiu muito bem um pensamento meu, que nunca consegui expressar tão bem. Essa ideia me liberta. A ofensa de outro só me machuca se for condizente com o que penso de mim mesmo...

"O segredo do diálogo está em transformar a própria escuta e não a fala alheia. Penso. Tudo que nos ofende é ofensa que cultivamos em nós. Sinto que seja pertinente esvaziar os discursos carregados de nuvens de uma psicologia estanque, recalcada, que não traz a chuva da intuição. Nada é ofensivo quando entendemos que não é o que o outro pensa de nós o que nos define, mas aquilo que não comunicamos a nós mesmos". - Léo Lama

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Meu filminho ganhou o Oscar




Passa um filminho no retroprojetor da minha mente. Da sua também. Uma sequência de quadros, imagens, acontecimentos bons e ruins, traumas, experiências. E não importa o que eu diga aqui, você vai interpretar de acordo com o seu filminho, não de acordo com o meu. É por isso que eu não tenho mais tido muita vontade de escrever blogs. Minha criatividade se reduziu a 140 caracteres, ou seja, aproximadamente uma frase. O texto que eu escreveria baseado nela, tenho deixado para as pessoas fazerem sozinhas, em suas próprias cacholas. Não sei se fazem, provavelmente não, o que também não faz mal nenhum. Mas é meio frustrante quando o que eu escrevo é ACABA-TE e a pessoa entende ABACATE. Chega uma hora em que as palavras são limitadas. Essa nossa mente, cheia de mazelas e traumas, nos boicota e sacaneia o tempo todo. A gente perde um tempo enorme pirando em viagens mentais inúteis. E é por isso que, mesmo que eu me esforce para que meu texto tenha propriedades positivas, não deixa de ser uma divagação, uma conjectura, um blá blá bla por vezes útil, por outras confuso, às vezes engraçado, às vezes carregado de dor. Então pra que escrever? Pergunta difícil para uma escritora.
Tenho cada vez mais acreditado nas histórias. Uma boa história passa as mensagens por outros canais, não dá muita margem pra viajação e a pessoa se reconhece sem que o dedo encoste na ferida, afinal estamos falando de outros. Hoje as histórias fazem parte do meu trabalho (como roteirista da Soap, uma empresa que se deu conta do poder de uma boa história), do meu destino (venho me dado cada vez mais conta de que não sou escritora porcaria nenhuma, e sim uma contadora de histórias!) e do meu patrimônio (tudo o que tenho é minha própria história!). Por isso, me dei o Oscar ao meu filminho, aquele que passa no background da minha mente. Dei o Oscar para que ele possa ter alcançado o grau máximo de esplendor, e assim posso abandoná-lo e ver a vida como ela é: uma película em branco. O próximo quadro pode ser uma decisão sua, determinada pela luz que por ele passa. Para deixar a luz passar, é preciso se livrar, deixar pra trás, limpar, soltar, desamarrar, abrir todas as feridas, depois de olhar para elas com amor. Chega de ficar RE-agindo, está na hora de agir. A força para a ação está no coração, não na mente. O coração sabe, a mente mente. Venha comigo, vamos para a Califórnia acenar para os outros no tapete vermelho, sorrir e nos vangloriar do filminho medíocre de nossas vidas, para que possamos finalmente viver de verdade.
And the Oscar goes to...



domingo, 9 de setembro de 2012

O livro que mais viaja no mundo

Realmente esta ideia de mandar o livro passear funcionou muito! As fotos estão cada vez mais divertidas e impressionantes. Aí vão as melhores... so far! Para ver todas é só dar um "curtir" na página do livro no facebook! Se comprar o livro, mande a sua para: alana_abreu@hotmail.com

Recalculando a rota Cirque du Soleil style

Pocket book dos perdidos

Na natureza selvagem

Em Tatuí -SP

Luka, o cachorrinho propaganda!

Cirque du Soleil disputando o livro em peso

Nas praias da Dinamarca

Em Paris!

Nas salas de treinamento do Cirque na Califa

Em Vegas, até upside down

Em Montreal, no Canadá

No Rio, because we love it baby!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Velhos tempos em que eu me interessava pelas pessoas


Minha vida tem várias subdivisões: o tempo que eu era gorda, o tempo que eu era magra, o tempo que eu curtia balada, o tempo que eu era caseira, o tempo que eu era loucamente estressada, o tempo que eu era zen... Enfim, como a de todo mundo. Hoje venho falar sobre mais uma subdivisão: o tempo em que eu me interessava pelas pessoas!

Sim, houve um tempo em que chegava qualquer zé mané do meu lado e eu me entusiasmava: queria saber quem era esta pessoa, o que ela pensava, o que ela tinha feito, para onde havia viajado... Cada humano era um mundo a ser descoberto. E cada outro que chegava na roda tinha a minha atenção plena novamente. Vejo um monte de gente que ainda está nessa fase, que na verdade tem algo de muito positivo. É neste período que a gente faz mais contatos, tem mais amigos, a vida fica mais fluida, a gente vai pra lá e pra cá, conversa com todo mundo, fica sabendo de coisas, está informada sobre o que está acontecendo. Juro que até sinto falta às vezes. Mas o fato é que a gente vai crescendo, crescendo e constatando O QUANTO as pessoas são desinteressantes. Para garimpar as interessantes no meio deste pandemônio é preciso esforço e energia. Esforço e energia que talvez eu tenha tido um dia. Já, ultimamente, tenho cagado baldes (expressão chula para "não tenho estado muito aí").

Hoje percebo que esta joaninha da foto é bem mais interessante que muita gente: estilosa, autêntica, descolada, sabe voar, é viajada e não fica falando da boca pra fora. Posso passar mais tempo olhando para esta joaninha do que encarando papo torto de um idiota que vem dizer que tem "ingresso VIP". Helloooo, queridoooooo, quem é VIP mesmo não tem "ingresso". Sei lá. Não tenho mais paciência. Ou melhor, não tenho mais paciência PARA ISSO. Para outras coisas, minha paciência aumentou muito. Tipo hoje até me pego cheirando as flores, olhando os jardins, pirando com as crianças... coisa que não me passava pela cabeça. Olha, e eu não estou falando isso para me gabar, para inflar o meu ego, nem porque acho que "eu sim, sou interessante"... Até eu mesma eu tenho achado meio pamonha. O fato é que meio que tô cheia de blá blá blá, jogar conversa fora...

A verborragia, prática social comum, tem me dado um tédio sem fim. Fiquei bem preocupada agora... Será que estou ficando velha?

terça-feira, 17 de julho de 2012

Na estrada - On the road



Fui ver o filme "Na estrada", do Walter Salles, depois de já ter lido "On the road" de Jack Kerouac... o que mais me marcou foi ver o quanto a nossa sociedade careteou ao longo dos anos. Meu Deus, a gente virou "correto" demais, certinho demais, uma sociedade chata, INSUPORTÁVEL em sua linha reta! O politicamente correto está tolhendo esmagadoramente a liberdade de expressão, a liberdade de SER. Mas também achei que podemos buscar formas mais atuais de mostrar ao mundo que a liberdade é a chave para a felicidade. Essa liberdade de anos atrás, que estava basicamente associada ao sexo livre e às drogas também não está mais com nada. De que adianta uma liberdade que transforma o cara num fodido, ferrado no meio da crakolândia, um mendigo que "queimou, queimou, queimou como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações"? E agora? Este cara queimou tanto para quê? O que ele tem para oferecer? Para contribuir? Para acrescentar? O cara vai morrer sozinho no meio fio de uma estrada. A vida dele foi linda... e em vão.

A liberdade consciente é o que precisamos buscar. A liberdade com propósito. Fresca, pura, aerada, descolada, sem padrões estabelecidos e livre expressão. A liberdade que respeita a liberdade do próximo. Essa liberdade promove o bem estar, tanto o nosso como o do mundo a nossa volta. Essa liberdade não produz mendigos que viveram a vida intensamente... essa os transforma em LÍDERES.

Sem querer ser marketeira (mas sendo!) tá aí um exemplo atual de "On the road", com propósito.



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Crazy people craze


"Para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações." - Jack Kerouak

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A importância do objetivo (e da fé!)

"No que diz respeito a todos os atos de iniciativa e criação, há uma verdade elementar - assim que a pessoa se engaja definitivamente, a Providência também entra em ação". - IOHANN WOLFGANG VON GOETHE 


Que eu fui perdida durante boa parte da minha vida todo mundo sabe, não é novidade. Até por isso, me considero apta a falar sobre isso sem tom de lição. Eu vivi isso. E a cada dia percebo o tamanho da importância de se ter um objetivo bem definido. Isso tem ficado claro em todas as áreas da minha vida. Por exemplo: eu me coloquei o objetivo de correr a meia maratona. PORQUE eu tinha este objetivo, comecei a conseguir correr distâncias nunca antes alcançadas. Bem, cumprida a maratona, não consigo correr mais as mesmas distâncias. Isso porque quando ultrapasso a "zona de conforto" não há mais aquela motivação extra para me manter correndo. Se eu parar, não vai fazer diferença nenhuma. O diálogo interno começa a arranjar todas as desculpas do mundo e, por não ter mais o objetivo, acabo cedendo às desculpas. O objetivo é aquilo que te dá uma força maior para passar a fase das desculpas a si mesmo.


Talvez a parte mais difícil seja definir o alvo. Tantas opções, distrações, confusões! E, bem, como diz um amigo meu: "Quando não se sabe onde chegar, qualquer caminho vale". Acho que neste caso o melhor a fazer é aproveitar para ir se conhecendo cada vez melhor, aproveitar a jornada e ao menos ir tentando por eliminação. Não sei o que quero? Bem, ao menos sei algumas coisas que NÃO QUERO de certeza. 

Mas estou falando tudo isso para questões práticas da vida, coisas que podemos almejar e alcançar. Acima disso, existe a fé. Porque muitas vezes o que desejamos para nós não é o que precisamos de fato, não é o "melhor" ou o que vai nos fazer evoluir. A vida pode nos surpreender, ter planos maiores ou diferentes dos que decidimos para nós.


Então a caminhada é uma constante mistura entre alvos definidos em contrapartida com o peito aberto se jogando no vácuo, no incerto. E essa é a sua beleza. Nenhuma regra pode ser estabelecida, definida... Tudo que é, também não é. A frase que melhor traduz esse raciocínio é: "Confie em Deus, mas amarre o seu camelo".

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Poética de uma desletrada


E quanto mais eu escrevo
Mais percebo o quanto sou desletrada...
Me faltam expressões pomposas, repito vocábulos, sou óbvia, uso clichês...
... mas não é a vida um clichê dos mais piegas?

Uma escritora sem palavras,
que só derrama sentimentos...
Faz de sua vida a mensagem.

O papel é o chão batido sob meus passos...
Terrenos acidentados, vales, corredeiras, pontes aéreas que passam
enquanto a história vai sendo escrita no coração dos meus amigos, dos meus amores, meus companheiros de jornada.

A caneta é o tempo
crivando suas marcas deselegantes
escrevendo na pele a minha história....
Outro conto mal contado:
Cada ruga uma sonora risada, uma lágrima não chorada ou simplesmente uma tostada.

Me faltam recursos
Me abundam percursos
Personagem patético, nada poético
Cheia de falhas, fendas, incongruências

Se fosse um filme, seria considerado irreal
Como tudo o que é real de fato.

Preciso de um dicionário ao lado
Se quiser impressionar os homens de letras
Mas posso ser o pai dos burros para quem não procura palavras...
... e sim experiências.

Eu acho que escrevo...
... mas estou sendo escrita.
E o autor deve rir pacas!

Que a história termine
em uma página em branco.
Esse é o final feliz a mim destinado.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Entre as princesas, sou a Fiona!



Nos dias de hoje, a história de uma princesa destas que desmaia ao ver uma cena chocante, deitada em berço esplêndido nos altos de uma inatingível torre acabaria meio mal. Ela, provavelmente gorda e solteirona. O príncipe se divertindo horrores com uma plebeia bem mais alegre e companheira. É por isso que eu acho que, entre as princesas, a Fiona é a mais legal. Ela tem um lado ogra, que tentava esconder a princípio, mas viu que quando se assumiu por completo é que conseguiu realmente ser feliz e encontrar o "príncipe" dos seus sonhos: outro ogro. Além disso, ela é uma princesa que pega junto: vai de lá que eu vou de cá. Nunca vi ela esperando pelo Shrek para ser salva. Quando ele chega, ela já está liberando umas porradas violentas nos malvados. Se ele bobear, apanha junto. Acima de tudo, eles são companheiros. Criam os filhos, vivem e se aventuram juntos. SE AVENTURAM JUNTOS. Não é "o príncipe se aventura e a princesa cuida da casa". Acho esta versão bem mais contemporânea e realista. A Fiona é a única princesa fadada à felicidade. As outras provavelmente serão traídas e trocadas por uma versão mais jovem quando o príncipe se der conta de que:
1 - tá rolando uma celulite, os peitos já não estão mais lá no alto e tá sobrando uma gordurinha no pneu;
2 - elas são umas chatas.


Uma princesa cool pode envelhecer mais relaxadamente, porque os motivos do amor do príncipe não são necessariamente seus dotes físicos. Se não, a vida vira um desespero. E a mulherada realmente perdeu a noção de que o que segura o verdadeiro príncipe não é a última versão tecnológica de botox e sim a admiração que ele sente por ela. Por isso, admita-se ogra e faça já sua matrícula na aula de Muay Thai. É melhor você se garantir.

domingo, 1 de abril de 2012

Meu "fim do mundo" pessoal



Talvez o mundo como nós o percebemos acabará mesmo um dia, mas na minha opinião é mais uma questão de despertar da consciência do que uma catástrofe em si. Transformações acontecem o tempo todo e pode até ser que nós, seres humanos, não sobrevivamos, mas o planeta certamente sim, como aconteceu nos últimos bilhões de anos. Bem, de qualquer forma, eu resolvi viver como se fosse realmente acontecer. Não porque eu acredito nesta profecia nonsense, mas porque eu queria parar de procrastinar os meus sonhos. Estou extremamente surpresa com os resultados: é incrível o quanto conseguimos completar quando nossa mente está pré-programada para o sucesso; não de maneira ambiciosa, mas de forma de manifestar a grandeza do que já está dentro de nós. É apenas uma questão de trazer à tona e tornar-se uma versão melhorada de si mesmo, em todos os aspectos. Isso se dá através da auto-observação sincera e da perseverança. Se você quer as coisas, torne-as possíveis. Insista. Em algumas ocasiões não está sob seu controle? É verdade, mas você deve fazer sua parte. Pode ser que tenhamos apenas este momento. Tudo o que precisamos é coragem e determinação. Reflita por um momento: se o SEU mundo estivesse chegando ao fim, como VIVERIA o momento presente?

Aí vai uma lista de tudo o que eu consegui manifestar pensando desta forma...

1. Publicar um livro


Para comprar: clique no link abaixo (disponível a partir de maio 2012)

Escrevi um livro há mais de três anos. Os dois primeiros, eu passei revisando, melhorando, traduzindo e encontrando desculpas para não publicá-lo: ah, é tão difícil, as editoras não me respondem, elas nem devem ler a maioria do que recebem, blá, blá, blá. Há exatamente um ano atrás, eu estava no Rio pessoalmente lutando pela publicação, dando minha cara a tapa, falando diretamente com os responsáveis, inventando várias histórias para conseguir reuniões com os tomadores de decisão. Eu realmente poderia ter desistido. E verdadeiramente publicar um livro não é um processo fácil. Mas eu sabia que os meus argumentos eram bons, havia público para tal e o assunto era atual. Com empurrõezinhos de amigos e muita cara de pau, finalmente consegui o que queria: o livro está sendo lançado em abril pela editora RDG.

2. Correr uma meia-maratona

Meia Maratona Internacional de Florianópolis

Há pouco tempo atrás, eu não conseguia correr nem dois quilômetros sem perder o fôlego. Decidi que era hora de fazer da corrida um prazer, não um fardo a ser carregado. Isso foi feito de forma saudável, ampliando meus limites lentamente, 500 metros a cada semana. Não parece tão difícil, certo? E não é. A única parte realmente difícil é não desistir. Não permitir que nossa mente use suas artimanhas e encontre ótimas desculpas para não continuar. Não, elas não são ótimas. Cruzar a linha de chegada é que é maravilhoso, acredite em mim. Foram 21 quilômetros de pura alegria.

3. Voar
Voo duplo de asa delta no Rio de Janeiro

Eu era uma daquelas pessoas que olhava parapentes ou asas-deltas voando e dizia "ai, que delícia, queria muito fazer isso um dia". Bem, estava na hora deste "um dia" virar “hoje”. Na próxima vez que esse pensamento me veio à mente (meu último aniversário no Rio), simplesmente fui lá, paguei e pulei. Pronto! Sim, eu estava com medo. Sim, era caro. Sim, eu sou louca. Mas e aí? Não era uma vontade minha? Só dependia de mim. Fui lá e fiz. E faria de novo num piscar de olhos.

4. Viajar para a Índia

Eu e amigas queridas no Taj Mahal

Todo mundo tem um sonho de viagem. A Índia era um dos meus (eu tenho bem mais de um!). Não tinha dinheiro, mas surgiu uma oportunidade única de ir com um grupo pagando um pouco mais barato. Também tinha uns créditos com a Air France, então só precisava comprar o voo Paris-Delhi. Decidi que ia dar um jeito e pronto. Fiz a inscrição e dentro de um mês teria que começar a pagar. Parei por um momento e pensei: se for para ser, que flua o dinheiro. Milagrosamente, a quantia exata que eu precisava para a viagem foi o que entrou na minha conta bancária naquele mês. Assim, do nada. Sem esforço. O trabalho veio até mim. Qual lição foi  aprendida? Bem, às vezes você tem que arriscar. Diga sim à vida e o resto segue. O medo é o maior destruidor de sonhos. Temos que começar a dar significado à vida ao invés de procurá-lo.

5. Trabalhar em casa e ganhar mais dinheiro

Vista do meu "escritório"

Eu não odiava o meu trabalho. Era editora de uma revista adolescente e trabalhava em um ambiente até bastante divertido. Meu grande problema era seguir o sonho de outra pessoa e não o meu. Também tinha grandes problemas com horários de trabalho e me faltava tempo para praticamente tudo o que eu gostava de fazer. Sabe quando você sente que não está indo a lugar algum? Ao mesmo tempo, eu estava em minha zona de conforto, onde tudo é seguro e o pão está garantido. Um lugar perigoso para aqueles que querem mais do que pão! Bem, a minha infelicidade refletiu no meu trabalho e eu fui repentinamente demitida. Ao invés de chorar sobre o leite derramado, decidi que era hora de ser minha própria chefe. Hoje acordo todos os dias no horário que quero, dou minha corrida na praia, faço minha própria programação, viajo quando quero. Além disso, acabei ganhando muito mais dinheiro e diversificando minhas atividades: agora sou escritora, roteirista, tradutora e blogueira. Sim, foi difícil nos primeiros 3 meses. Sim, eu estava preocupada. Sim, eu tive que rebolar e correr atrás. Mas a vida foi me mostrando que era um sonho possível, eu fui tendo fé, e a fé parece realmente fazer a diferença, apesar deste papo ser piegas. Tudo o que eu tenho acreditado com propriedade vem se tornando realidade quando em conjunto com trabalho árduo. É preciso abrir as portas e tornar nossos sonhos possíveis.

6. Parar de fumar



Tudo bem, eu nunca fui uma grande fumante. Talvez minha vó até hoje não saiba que eu fumava. Mas nessa de não ser uma graaaaaaaande fumante, eu ia fumando várias carteiras! E dava isso até como desculpa para não parar: ah, dois ou três cigarrinhos ao dia não podem fazer tão mal...
Bem, fumar e correr não rola. Optei pelo segundo verbo. E até respeito quem quiser assistir o fim do mundo com um cigarrinho aceso... mas parar de fumar é uma benção. Se pensar bem, é como se livrar de uma bengala e começar a caminhar sem ela... Fala sério, bengalas fazem falta pra quem anda? Não, né?

Ah, e este não é um post para me vangloriar. Foi mérito meu, mas o que quero é abrir seus olhos para algo maior do que "eu". É preciso abrir espaço para que este “algo” se manifeste. "Precisamos ser menos estimulados por fatores externos e mais catalisados por escolhas internas e auto-capacitação", diz Kingsley Dennis, um colega escritor. Eu não posso convencê-lo, mas você deve se lembrar de quem é: um ser único. Se o mundo não tem o seu melhor, então você não está fazendo seu trabalho ... e todos nós estamos perdendo com isso. Eu estou aqui para lhe dizer que quero o seu melhor. Quero aquilo que só você pode trazer para este mundo, de preferência antes que ele termine! E quanto a mim... parece que a vida acaba de começar. Se o mundo acabar vai ser uma baita sacanagem!!!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Politicamente correto é um pé no saco



Tô cansada de ter que economizar palavras por causa da "interpretação" dos outros. Todo mundo que escreve e publica tem uma espécie de trauma, porque certamente já levou algum esporro de alguém que "se sentiu ofendido". Bem, minha visão sobre isso é que, em grande parte das vezes (não sempre, obviamente!), o preconceito está naquele que ouve, em relação a si mesmo.

Eu, por exemplo, sou desprivilegiada com relação a altura (pra não dizer "baixinha") e já tive gordura corporal acima dos limites recomendados (pra não dizer "gorducha"). Só tive problemas com pessoas me chamando assim quando o problema era MEU, ou seja, quando eu rejeitava estas características em mim. Depois de resolver o que estava mal resolvido, nada me faz a menor diferença, porque eu NÃO ME IDENTIFICO com o que está sendo dito. Captou?

Outro exemplo... eu tenho um amigo afrodescendente (pra não dizer negão) com quem vivia trocando piadas. Ele me contava as últimas de loira (quando eu era loira) e eu fazia o mesmo. Ele não se achava MENOS porque era negão, eu não me achava burra porque era loira, ninguém tinha problema com isso. A gente dava um monte de risada e ponto. As piadas exageram e estigmatizam as características? Claro, né gente! Se não, não seria piada.

Os homossexuais bem resolvidos também tiram de letra as brincadeirinhas de gay pra cá, gay pra lá. Problemas com isso quem tem são os bombadões enrustidos de voz grossa que nunca se assumiram (não querendo dizer que todo bombadão é homo, nem vice-versa). Esses ficam putos.

É claro que às vezes o que é dito realmente está carregado de preconceito. Neste caso, se você é bem resolvido, nem vai perder seu tempo com gente estúpida porque preconceito, para mim, é o maior atestado de burrice. De toda forma, se você se ofendeu com qualquer uma das coisas que eu disse aqui, envie o comentário para o seu terapeuta! #prontofalei

quarta-feira, 7 de março de 2012

Um livro que eu gostaria de ter escrito...


A gente normalmente não recomenda outros blogs neste blog. Mas é que eu quero tanto copiar uns trechos do livro da Patricia del Rey que devo, com toda honra, dar-lhe crédito. Eu queria ter escrito este livro. Patrícia, você é foda e ponto final. Clique na foto para visitar o blog desta super poeta. O livro nem se fala! Recomendo muito.

"Minhas lágrimas são poemas que brotam em manhãs cinzas. A beleza dos meus olhos vem das noites não dormidas. E se meu coração grita, é porque gosto de gritar. Não me venha com esse olhar de coitadinha... Porque das minhas cicatrizes, cuido eu. A dor é o que eu tenho de mais verdadeiro. Ela não só move meu mundo, como acelera meus passos. Eu sou o eterno beijo que está para acontecer. Se não te agrada, mude de calçada".

"A nossa casa virou um enorme quebra-cabeça com peças perdidas".

"Quando a gente não sabe onde pisa, é sempre melhor ficar de letras caladas".

"Cadê o humano adormecido nessa alma iluminada? Quero tua carne, mesmo que ela seja podre. O gosto do beijo. Ver o seu lado mais feio. Cansei do teu meio. Quero teu excesso. Mas parece que o príncipe prefere continuar no seu reino seguro de tons pasteis. Quando é que você vai deixar que as minhas mãos imundas te apresente a liberdade? Vou abolir a monarquia, destruir o seu trono e te embebedar com a minha poesia vadia".

"Eu rabisco letras soltas por aí, pra quem sabe um dia, encontrar alguém que forme frases, desligue as reticências e me leia inteira".


terça-feira, 6 de março de 2012

Cercada de pessoas livres!




Quando deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos permissão aos outros para fazer o mesmo.
Quando nos liberamos de nosso próprio medo, nossa presença automaticamente libera outros.
- Marianne Williamson

E eu quero estar cercada de pessoas livres, que me liberam e são liberadas por mim. Liberdade de ser tudo que sou, fazer tudo o que tenho que fazer para chegar onde preciso chegar. As redundâncias mais incríveis dessa vida. Vamos juntos?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

PURE BLISS


"Felizes são os puros de coração. Porque verão a Deus." Mateus 5-8

A pureza tem duas faces. Uma é a pureza de quem ainda não viveu, como as crianças, por exemplo. A outra é a pureza por opção: aquela qualidade de energia que se escolhe entrar em contato, seja com relação às pessoas que fazem parte de nossa vida, os amigos com quem convivemos, os amores, os ambientes. Ela me parece ser muito fina, muito nutritiva, um alento para a alma. Bastam algumas horas de contato com algo puro e nosso coração se enche de ternura, nos lembramos de quem somos. É muito bom... e é por isso que podemos ficar horas brincando com uma criança sem ver o tempo passar, abraçando nosso amor ou olhando uma bela paisagem. Depois de um período meio trash de muita bebida, carnaval, viagens e festas... lugares onde não deveria ter estado, pessoas que não deveriam ter feito parte do meu caminho, quase-batidas de carro e algumas inconsequências tenho tido uma vontade imensa de mergulhar no que é puro, límpido... e limpar-me também deste mundo louco em que estamos vivendo, das relações sem sentido, da maneira como nós, seres humanos, estamos tratando nossos semelhantes... tá valendo tudo.
E eu me vi sendo afetada por isso... muito Michel Teló (por osmose), eletrônicos frenéticos e cerveja na cabeça e a gente já vai achando o absurdo normal... essa pegação sem noção, essa falta de consideração para com os outros. Eu hein!?
Semelhante atrai semelhante. É só eu me desestabilizar um pouquinho que começo a atrair um monte de urucubaca pra minha vida... tô fora. De volta ao meu estado de escolha: pureza de coração e de alma. Linda, necessária, fonte de alegria e paz.